Os navios nos teus lábios
Sabes de todos os cemitérios onde morri
Contei-te em particular das conquistas
Da cidade antiga, talvez tenha exagerado
E escondido o tiro no escuro
Eu contava-te dos pássaros do sol
Das colheres e nunca te falei da negra
Escuridão quando só tu entravas
Nos meus sonhos no cesto onde chocava
Sabendo do mundo velado
Obsceno por estares casada com ele
E qual o objectivo de um passarinho
Um pássaro morto não é um porco
É mais uma criança e tem somente na ideia
A ideia de beleza o encanto para dormir
E acordar naturalmente noutro dia
Será das nuvens do cavalo do som
Do mar no pulmão junto ao coração