Textos de Alberto Moreira Ferreira
Nunca consigo apertar o laço 
Os navios nos teus lábios 
Sabes de todos os cemitérios onde morri

Contei-te em particular das conquistas
Da cidade antiga, talvez tenha exagerado 
E escondido o tiro no escuro

Eu contava-te dos pássaros do sol 
Das colheres e nunca te falei da negra 
Escuridão quando só tu entravas

Nos meus sonhos no cesto onde chocava
Sabendo do mundo velado
Obsceno por estares casada com ele

E qual o objectivo de um passarinho 
Um pássaro morto não é um porco
É mais uma criança e tem somente na ideia 

A ideia de beleza o encanto para dormir
E acordar naturalmente noutro dia
Será das nuvens do cavalo do som

Do mar no pulmão junto ao coração